6 ARMAS DA PERSUASÃO



O segredo dos influenciadores está na forma como estruturam seus pedidos e discursos. No caso da escrita persuasiva, ou Copywriting, não seria diferente. Assim como os princípios discutidos no livro, o Copywriting também utiliza princípios ou gatilhos mentais para convencer o leitor, seja para uma ideia, venda de produto ou prestação de serviço.

Fique calmo, pois, já vou mostrar a lista dos princípios que farão a diferença na sua escrita.


1. Reciprocidade

Quanto maior for o presente, maior (e por mais tempo) será o senso de obrigação em recompensar. É claro que isso pode contribuir positivamente para criar uma rede justa e amigável de trocas.


2. Compromisso e coerência

Depois de assumir uma posição, sofremos pressões sociais para nos comportar de acordo com ela (compromisso). Isso porque a incoerência é vista como um traço indesejado na sociedade, ao passo que a coerência é associada com qualidades como estabilidade, honestidade e força pessoal. O ser humano cria justificativas para sustentar o compromisso assumido, pois, como já vimos, ele precisa de razões para suas ações.


3. Aprovação social

Temos a tendência de observar o comportamento de outras pessoas antes de decidir o que é certo ou mais adequado, principalmente em situações de incerteza. É por isso que tantos produtos são divulgados como “campeões de venda”. Mostrar depoimentos ou comentários de compradores, por exemplo, aumenta as chances de uma pessoa se interessar pelo produto. Cabe lembrar que, apesar de ser um bom indicativo, a aprovação social também pode atuar de maneira inversa.


4. Afeição

É mais comum acatar pedidos de pessoas que já conhecemos do que de estranhos, certo? Esse é o princípio da afeição, que se baseia em três características: aparência, semelhança e elogios. Gostamos mais de ouvir e de nos aproximar de pessoas com traços físicos considerados “favoráveis”. A atração é ainda mais forte quando percebemos afinidades, como traços de personalidade ou gostos pessoais, ou quando recebemos elogios (em excesso, causam justamente o oposto!).


5. Autoridade

A opinião de uma pessoa tida como especialista pode influenciar nossas escolhas. Quanto mais embasamento teórico uma pessoa fornecer para comprovar sua opinião, mais fácil de persuadir outros a concordarem com ela. Muitas vezes até obedecemos automaticamente às figuras de autoridade, justamente por sua suposta perícia ou conhecimento em determinado assunto. Só que, como todos os princípios, a autoridade é uma via de mão dupla. Vários desses supostos especialistas são, na verdade, fraudes.


6. Escassez

“O modo para se amar qualquer coisa é perceber que ela pode ser perdida” (Chesterton)

Temos uma terrível inclinação para valorizar o que não temos mais, como relacionamentos, momentos e amizades. Apreciamos mais aqueles produtos que não vendem em qualquer lugar, como itens raros e produtos limitados. Os vendedores entendem bem dessa regra, explorando-a com bastante habilidade (e frequência).

A escassez também é um princípio para ser colocado em prática no texto. Na internet existe uma concorrência absurda, salve alguns nichos específicos. É por isso que é indispensável mostrar diferencial. Seja no conteúdo, na linguagem, na forma de conversar com o seu leitor, é importante agregar valores e vantagens para quem lê o seu texto. Crie a sua própria personalidade como escritor!


Persuadir não é o mesmo que manipular. Não se trata de exploração ou de forçar as pessoas a uma determinada ação. As armas da persuasão são sutis. Dominá-las significa ter as habilidades necessárias para transmitir confiança e conquistar as pessoas ao seu redor. Esses 6 princípios básicos que você viu são essenciais para elaborar um texto convincente.




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